IMASJM - Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira

Área de identificação

Identificador

RJ IMASJM

Forma autorizada do nome

IMASJM - Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira

Forma(s) paralela(s) de nome

  • Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (IMASJM)
  • IMAS Juliano Moreira

Outra(s) forma(s) do nome

  • Colônia Juliano Moreira (CJM)
  • Colônia de Alienados de Jacarepaguá

Tipo

  • Hospital Psiquiátrico subordinado à Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro

Área de contato

 

Fernanda Cristina Souza - coordenadora do Centro de Estudos Contato principal

Tipo

Endereço

Endereço

Estrada Rodrigues Caldas, 3.400
Taquara - Jacarepaguá

Localidade

Rio de Janeiro

Região

Rio de Janeiro

Nome do país

Brasil

CEP

22713-375

Telefone

(21) 3432-2403 / (21) 2446-7864

Fax

Endereço eletrônico

Nota

área de descrição

história

Devido à superlotação da Seção Pinel no Hospital Nacional de Alienados, foram criadas as Colônias de Alienados da Ilha do Governador (São Bento e Conde de Mesquita), em 1890. Em 1909, João Augusto Rodrigues Caldas, diretor das Colônias da Ilha do Governador, verificou a necessidade de transferi-las para um local mais amplo, pois o número de doentes já atingia a casa do 300. Este número aumentou gradativamente com a transferência de doentes do Hospital Nacional de Alienados, a fim de poder dar a eles melhor tratamento. Em 1912, a fazenda do Engenho Novo em Jacarepaguá foi desapropriada para utilidade pública. Juliano Moreira e Rodrigues Caldas encontraram, nesta fazenda, o local apropriado para a colônia agrícola, por ser uma área ampla, com matas virgens, rios e cachoeiras. Em 1921, as obras e as novas construções foram iniciadas, mas só em 1923 é que os 15 pavilhões estavam em condições de habitação. Sendo assim, a Colônia de Alienados de Jacarepaguá foi inaugurada em 29 de março de 1924, e todos os pacientes das Colônias da Ilha do Governador foram para ela transferidos. Em 1935, a Colônia de Alienados de Jacarepaguá mudou seu nome para Colônia Juliano Moreira (CJM), em homenagem ao médico Juliano Moreira, que havia falecido em 1933. Por muito tempo a CJM foi referência nacional em atenção à Saúde Mental. Entre as décadas de 1920 e 1980 a instituição funcionou como destino final para pacientes considerados irrecuperáveis. Na década de 1960 chegou a abrigar cerca de 5.000 pessoas. Entretanto, no início da década de 1980, após longo processo de deterioração, a instituição iniciou uma transformação do seu modelo assistencial, em consonância com a Reforma Psiquiátrica, que vinha acontecendo em diversos países. Foram abolidos os eletrochoques, as lobotomias e os abusos de neurolépticos. Novas internações de longa permanência deixaram de ser aceitas e a assistência a novos pacientes em crise passou a ser realizada pelo Hospital Jurandyr Manfredini, especialmente criado para este fim. Em 1996, a Colônia Juliano Moreira (CJM) foi municipalizada, tendo seu nome alterado para Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira.

contexto cultural e geográfico

O acervo do IMASJM é único, pois é fonte de conhecimento para diversos estudos, não apenas da instituição, mas também é referência para pesquisas de métodos e práticas da psiquiatria, crescimento e urbanização de Jacarepaguá. Registra o nascimento de um novo bairro (Colônia) e ainda serve como suporte para a administração da entidade.

Mandatos/Fontes de autoridade

COLÔNIA JULIANO MOREIRA, Regimento Interno, Rio de Janeiro, 1971.

estrutura administrativa

A administração do Arquivo IMASJM está discriminado no regimento interno da instituição como subordinado ao Centro de Estudos. O CE possui uma coordenadora-geral e o arquivo tem uma responsável técnica com formação de nível superior em arquivologia, que tem sob sua orientação uma técnica também formada em arquivologia. Completando o quadro de funcionários, o acervo conta com três servidores federais que auxiliam no desenvolvimento do arquivo.

Políticas de gestão e entrada de documentos

Cabe ao Arquivo Geral e SAME realizar a guarda de todos os documentos produzidos, recebidos e acumulados em decorrência das atividades-meio e atividades-fim da instituição.

Prédios

O prédio, situado no sub-bairro da Taquara em Jacarepaguá, foi construído nos moldes da arquitetura dos anos 50. Possui três andares, conta com jardim, um anfiteatro, um museu (Bispo do Rosário), um auditório e uma biblioteca (Stella do Patrocínio).

Acervos documentais

O acervo é dividido em três conjuntos documentais: fundo Colônia Juliano Moreira (CJM), fundo Divisão Nacional de Saúde Mental (DINSAM) e fundo IMAS Juliano Moreira. O fundo Colônia Juliano Moreira possui livros de entrada de pacientes oriundos das antigas Colônias de Alienados da Ilha do Governador (São Bento e Conde de Mesquita) e fichas de observações de pacientes internados na instituição. O fundo Divisão Nacional de Saúde Mental possui documentos textuais e iconográficos de várias instituições psiquiátricas do Brasil. O terceiro e último fundo, IMAS Juliano Moreira, apresenta documentos acumulados a partir da municipalização em 1996, como prontuários, ofícios, fotografias dos núcleos e dos pacientes, mapas, plantas e documentos administrativos.

Instrumentos de pesquisa, guias e publicações

O arquivo está desenvolvendo instrumentos de pesquisa, como listagens de documentos, banco de dados de pacientes e catálogos de fotografias.

área de acesso

horário de funcionamento

Atendimento ao público: de segunda a sexta-feira, das 9 às 16h. Fechado nos feriados regionais e nacionais.

Condição de acesso e uso

O acesso físico a esta documentação se restringe às dependências do Arquivo Geral e do SAME, no edifício Sede do IMASJM; ou seja, esta documentação não pode ser emprestada. Além disso, vale ressaltar que para seu manuseio é necessária a utilização de máscaras e luvas. Para acesso à pesquisa na documentação, é necessário solicitar autorização ao Centro de Estudos, setor responsável pelo arquivo. A parte interessada na consulta deve apresentar documentos pessoais e documentação que indique seu interesse na pesquisa e seus objetivos. Com base nessas informações, a comissão de ética da instituição irá avaliar a autorização de pesquisa e informará se a documentação poderá ser reproduzida por meio de fotografia (sem uso do flash). Respeitando a lei de acesso à informação (lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011), os nomes dos pacientes devem ser sempre preservados,

Acessibilidade

O arquivo está localizado no térreo do prédio sede. Após a liberação pelo comitê de ética, a consulta ao arquivo será feita mediante agendamento prévio.
Para chegar à instituição, podem-se utilizar ônibus municipais (linha 831 - Taquara x Colônia), van (Colônia - direto até o Campo do XV) e BRT (Estação Taquara e alimentador, sentido Colônia - linha 831).

área de serviços

serviços de pesquisa

Após autorização para pesquisa dada pelo Centro de Estudos, o usuário é encaminhado ao arquivo no qual ficará no espaço de consulta. O pesquisador requisita e examina os documentos textuais e iconográficos e conta com o apoio da equipe de arquivo que oferecem orientação quanto aos acervos disponíveis e auxiliam no manuseio nos documentos solicitados.

serviços de reprodução

Em caso de reprodução, é permitido fotografar sem uso de flash ou através de fotocópia, mas precisará da autorização do Centro de Estudos.

Áreas públicas

A instituição possui uma programação cultural produzido pelo Museu Bispo do Rosário com exposições ligadas à saúde mental. Conta ainda com a biblioteca Stella do Patrocínio que tem ênfase em livros, revistas e periódicos de psicologia e psiquiatria.

Área de controle da descrição

Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

CONSELHO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS. ISDIAH: Norma internacional para descrição de instituições com acervo arquivístico. Tradução de Vitor Manoel Marques da Fonseca. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2009.
CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS (Brasil). CODEARQ: Código de entidades custodiadoras de acervos arquivísticos. Disponível em: http://conarq.gov.br/entidades-custodiadoras/o-cadastro.html. Acesso em: 21 mar. 2017.

Status da descrição

Versão preliminar

Nível de detalhamento

Completo

Datas das descrições (criação, revisão e remoção)

29/09/2017

Idioma(s)

Escrita(s)

Fontes utilizadas na descrição

Notas de manutenção

Camilla de Almeida Silva e Pamela Sant’Anna Dias Pereira

Pontos de acesso

Pontos de acesso

Contato principal

Estrada Rodrigues Caldas, 3.400 Taquara - Jacarepaguá
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
BR 22713-375